Blog da Passo a Passo 2

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O dom de saber esperar - Ensine seus filhos a serem pacientes!



Você sabe esperar? Ser paciente e esperar pela hora certa é uma qualidade que ajuda na resolução de problemas e tarefas do dia a dia, além de um aprendizado que deve ser passado de pai para filho.

A paciência precisa ser ensinada e aplicada na educação infantil para que as crianças cresçam entendendo que nem todos os seus pedidos podem ser atendidos imediatamente, e a importância de esperar a vez.

Quando a criança entende que deve esperar a vez de falar, de almoçar, de brincar, de ganhar um presente ou de passear, ela saberá a sua vez e seu lugar no mundo. Quando crescer, será mais educado, um adolescente mais compreensivo, um profissional melhor preparado, um ser humano melhor.

Vivemos hoje a era da velocidade da informação, onde tudo está disponível em um clique, há um segundo, no mesmo instante. Com isso, exercitar a paciência se tornou um exercício diário. Temos pressa, estamos sempre atrasados, com muitos compromissos, e acabamos inserindo as crianças nesse contexto. Sem perceber estamos transformando nossos filhos em crianças inquietas, que querem tudo na hora, pra ontem, e em futuros adultos ansiosos, impacientes, que buscam caminhos alternativos para conseguir o que querem com rapidez.

A pré-escola e a educação infantil são muito importantes na vida das crianças pois ajudam a mostrar com clareza os limites, regras, a rotina, e também a saber esperar. Mas dentro de casa também podemos ser exemplo para nossos filhos e ensiná-los com nossas atitudes a ser pacientes!

Separamos algumas dicas que podem ajudar a exercitar a paciência junto com as crianças, em casa. Confira!

-  Seja um exemplo. Exercite a paciência e exerça essa virtude na sua vida em família e na sua vida social. Filhos precisam de limites, mas também de amor.

-  Envolva seus filhos. Inclua as crianças em atividades rotineiras da casa, como compras no supermercado ou ida à lavanderia, para que entendam que temos horários para todas as atividades.

-  Crie hábitos. Ensine seus filhos a esperar até que todos acabem a refeição antes de sair da mesa. Ou mesmo que todos acabem de jantar para comer a sobremesa.

-  Estabeleça prazos. Dê o brinquedo desejado em datas especiais para que a criança saiba esperar, e ajude-o a contar os dias, marcando no calendário, para conquistar o que deseja.

- Não dê atenção para birras. Quando não puder atender suas solicitações explique o motivo, e separe um tempo para dar atenção às crianças depois. Ensine a importância de dizer “com licença” e “por favor”, e não interromper conversas.


-  Ensine a lidar com frustrações. Tentar fazer a criança feliz o tempo todo, pode torná-la infeliz no futuro. Ensine que não se pode ter tudo na hora que deseja.

Andrea Bellingal e Isabela Janiszewsk

terça-feira, 26 de abril de 2016

Primeiro filho: Uma (R)evolução maravilhosa!





A chegada do primeiro filho é um dos momentos mais especiais na vida de um casal. Junto com o bebê, nasce uma família. Uma relação dual passa a ser triangular. Acumulam-se novos papeis. Três novos personagens aprendem a desempenhar novas funções e são inundados por novos sentimentos e emoções.

A felicidade da chegada deste novo integrante se mistura com a ansiedade de colocar em prática todos os “manuais” lidos e relidos durante a longa espera. Mas a realidade do dia-a-dia não está nos livros. Os novos pais, além de administrar os cuidados com o bebê, precisam conciliar as noites mal dormidas, as visitas, as “interferências” dos mais experientes, a nova relação entre o casal, e muitos imprevistos. E cada nova família vive uma dinâmica única. É o aprendizado da vida real.

A mãe torna-se o vértice principal do triângulo, pois é a responsável direta pela nutrição do bebê. Seu novo papel é também biológico. Seu organismo passa por mudanças hormonais intensas, e a pressão de um novo ser totalmente dependente de si é arrebatadora. O pai, por sua vez, é convidado a assumir um novo lugar e, muitas vezes, encontra dificuldade em encontrar seu espaço. São questões para se ficar atento, pois muitas vezes, a  realização de ser mãe e pai é tão grande, que toda energia, todo foco fica dirigido para o bebê, e a relação do casal fica esquecida.

O primeiro filho é uma experiência única. Um aprendizado a três, com (muitos) erros e acertos. Basicamente, o bebê precisa ser alimentado, receber cuidados de higiene e bem-estar, colo, contato e calor humano. Com estas necessidades básicas atendidas, ele vive, cresce e se desenvolve. E a maneira como o casal conduz todas estas mudanças nas suas rotinas, nos seus papeis e nas suas emoções interferirá diretamente no comportamento do filho. Pais muito ansiosos e exigentes consigo mesmos tendem a transmitir suas angústias para o bebê. Por outro lado, aqueles que se permitirem falíveis, flexíveis e conseguirem se manter unidos, compreensivos e equilibrados nestes momentos de adaptação, muito provavelmente transmitirão esta tranquilidade para o bebê.

Não existe evolução sem revolução. Toda mudança se inicia com alguma desorganização. A família precisa estar ciente de que o diálogo é fundamental para negociar e equilibrar as necessidades de cada um, lembrando sempre que a satisfação pessoal deve ser construída com a realização em vários aspectos, como o profissional, afetivo, familiar, social e intelectual.

E então, é só desfrutar desta experiência mágica de criação e transformação: o milagre da vida!

Andrea Bellingall e Isabela Janiszewski

quinta-feira, 31 de março de 2016

Purê de batata com cenoura



Ingredientes:

3 batatas médias sem cascas
3 cenouras médias sem cascas
1/2 colher (sopa) sal
1/2 xícara de leite
1 colher (sopa) manteira

Modo de preparo

1. Corte as batatas e as cenouras em pedaços irregulares. Coloque-as em uma panela e cubra com água. Adicione o sal e leve para ferver.

2. Retire do fogo depois que as verduras estiverem bem macias, aproximadamente 20 minutos. Escorra.

3. Logo após escorrer as verduras, coloque-as ainda quente em um processador (ou liquidificador) juntamente com o leite e a manteiga. Bata bem, até que esteja homogêneo.

4. Leve a mistura de volta ao fogo por apenas dois minutos. Acerte o sal se for preciso.

Plantar, colher e comer: uma divertida viagem ao ciclo da natureza!




Em um mundo cada vez mais urbanizado e consumista, atividades ao ar livre e que estimulem o contato com a natureza são preciosos. Para as crianças, o plantio e o cuidado com as plantas não só educa mas também diverte.

Acompanhar o desenvolvimento de uma planta é uma atividade muito divertida e enriquecedora de aprendizagem para os pequenos. O contato com a terra e o cultivo de vegetais e hortaliças permite perceber as necessidades vitais do plantio (sol, rega, tempo, solo e adubo), os cuidados que se deve ter, o processo de crescimento e colheita desses alimentos. Além disso, na fase da degustação, as crianças são estimuladas a experimentar legumes e verduras que elas mesmas plantaram, contribuindo para uma alimentação saudável.

Neste processo, os ganhos são incontestáveis: as crianças vibram com o resultados e, de quebra, aprendem sobre o ciclo da natureza, estimula-se o desenvolvimento sensorial (mexer na terra, sentir o cheiro e o sabor dos alimentos, observar o seu crescimento), aprendem sobre a importância da alimentação saudável e o amor pela natureza.

Na Passo a Passo 2, o Projeto Horta na Escola é um sucesso. Há anos observamos que a atração das crianças pelas atividades é algo mágico e fascinante, consolidando e confirmando a nossa essência biológica e o forte elo de ligação com o ambiente em que vivemos.

A falta de espaço como um quintal ou jardim não é desculpa. Que tal plantar um grãozinho de feijão no algodão e acompanhar o seu crescimento ou plantar temperos (manjericão, alecrim etc.) e pequenas hortaliças (tomatinho cereja etc.) em vasos para usar nas refeições? Seu filho vai adorar compartilhar com você esta experiência!

Andrea Belligall e Isabela Janiszewski

quinta-feira, 17 de março de 2016

Sorvete fácil


Ingredientes:
6 morangos
4 bananas bem maduras

Modo de fazer:

Pique as bananas em rodelas e lave bem os morangos
Deixe as frutas no freezer até congelarem. Elas tem que ficar bem duras mesmo!
Tire as frutas do freezer e deixe descongelar por 15 minutos.
Coloque-as em um liquidificador ou processador de alimentos. Peça ajuda de um adulto.
Dica: se estiver difícil de bater, experimente colocar um pouquinho só de água.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Como foi seu dia?


E aí, como foi seu dia?

Pais atentos e presentes participam da vida das crianças constantemente. E quando ficam um tempo distantes, o reencontro sempre é um gostoso momento de troca e de aprendizado.

Mas a pergunta mais praticada pelos pais ao reencontrar a criança depois de um dia distante gera respostas vagas. Questionamentos do tipo “Como foi seu dia?” ou “Como foi na Escola?” ou ainda “Seu dia foi bom?” são muito amplos para a criança, que ainda não possui maturidade para organizar uma síntese de tanta coisa que aconteceu e responder de forma genérica. Para este tipo de pergunta, as respostas mais prováveis serão: “Foi legal!” ou “Foi bom!”, e não irão muito além disso. E isso deixará os pais frustrados porque a intenção é ter uma conversa longa, cheia de detalhes e de informações.

Uma maneira eficaz de ouvir a criança é fazendo perguntas específicas, que a estimulem a “rebobinar” a memória e reconhecer momentos distintos e suas nuances. Esta conduta, além de trazer mais informações acerca das experiências dos pequenos e acompanhá-los no dia-a-dia, ajuda-os a desenvolver as diferentes áreas da memória ligadas aos sentidos e às emoções.

Perguntas do tipo “Com quem você brincou?”, “Qual foi o lanche de hoje?”, “Qual foi a hora mais engraçada do dia?”, “Sentou perto de quem?”, “Teve algum momento triste?”, “Qual a atividade que você mais gostou?”, “Qual foi a história que a professora contou?”, “O que você aprendeu hoje?”, “Qual foi o momento mais divertido?”, “Você ajudou alguém hoje?” – entre tantas outras similares – levam a criança a buscar respostas mais detalhadas e completas. E são excelentes oportunidades de troca entre pais e filhos. 

E trocar significa dar e receber. É importante que os pais também contem sobre o seu dia para os filhos, criando momentos de intimidade, cumplicidade e confiança mútuos, fundamentais para fortalecer os vínculos afetivos com os pequenos. E neste bate-papo vai se construindo hábitos saudáveis de diálogo que se estenderão para o resto da vida!

Andrea Bellingall e Isabela Janiszewski.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

E agora, quem vai cuidar do meu filho?




Quando chega a hora da mãe transferir os cuidados da criança para terceiros, surge a dúvida: qual a melhor opção? Babá? Avó? Creche? Escola?

Em primeiro lugar, é preciso avaliar as necessidades da família. Horários, rotinas, funcionalidade e, principalmente, confiança. Cuidar e educar não é para qualquer um. Quando entregamos um filho a terceiros é fundamental que esta(s) pessoa(s) esteja(m) preparada(s) para conduzir a sua educação dentro das expectativas e valores familiares. Além disso, conhecimento e experiência nos cuidados com crianças é um dos critérios mais importantes.

Muitos pais ficam inseguros na opção pela escola por achar que a criança não terá atenção exclusiva ou ainda que seja agredida por outras crianças. São receios naturais, afinal os filhos representam o nosso maior tesouro. Porém, são riscos que estarão sujeitos também dentro de casa (dependendo da pessoa que o cuide) ou mesmo no playground do prédio e na pracinha e, nestas condições, são mais difíceis de serem detectados. Não há como manter os filhos em uma redoma.

As grandes vantagens da escola é que a criança estará sob os cuidados de pessoas especializadas e treinadas. Além disso, só trabalha com crianças quem as ama. Do contrário, os profissionais não se mantem em atividade. É a certeza de que ela será amada.

Existem ainda outros ganhos indiscutíveis: os intelectuais e sociais. Estudos apontam que a criança que tem contato com outras é mais sociável, menos egocêntrica e mais tolerante. E elas adoram conviver com gente do seu tamanho. Basta observamos o encantamento de um bebê na rua, dentro de seu carrinho, quando se depara com outro. As trocas emocionais e as aprendizagens sociais são processos que só se efetivam nesses contatos. Sem falar no trabalho incrível que os professores especializados em educação infantil promovem. As atividades pedagógicas diárias influenciarão depois na alfabetização e durante todo o ensino fundamental.

E mais um ganho precioso: estando na escola, diminui muito o tempo e a precocidade da exposição da criança à tevê, joguinhos e internet.

Andrea Belliganll e Isabela Janiszewski