Blog da Passo a Passo 2: brincar
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Como foi seu dia?


E aí, como foi seu dia?

Pais atentos e presentes participam da vida das crianças constantemente. E quando ficam um tempo distantes, o reencontro sempre é um gostoso momento de troca e de aprendizado.

Mas a pergunta mais praticada pelos pais ao reencontrar a criança depois de um dia distante gera respostas vagas. Questionamentos do tipo “Como foi seu dia?” ou “Como foi na Escola?” ou ainda “Seu dia foi bom?” são muito amplos para a criança, que ainda não possui maturidade para organizar uma síntese de tanta coisa que aconteceu e responder de forma genérica. Para este tipo de pergunta, as respostas mais prováveis serão: “Foi legal!” ou “Foi bom!”, e não irão muito além disso. E isso deixará os pais frustrados porque a intenção é ter uma conversa longa, cheia de detalhes e de informações.

Uma maneira eficaz de ouvir a criança é fazendo perguntas específicas, que a estimulem a “rebobinar” a memória e reconhecer momentos distintos e suas nuances. Esta conduta, além de trazer mais informações acerca das experiências dos pequenos e acompanhá-los no dia-a-dia, ajuda-os a desenvolver as diferentes áreas da memória ligadas aos sentidos e às emoções.

Perguntas do tipo “Com quem você brincou?”, “Qual foi o lanche de hoje?”, “Qual foi a hora mais engraçada do dia?”, “Sentou perto de quem?”, “Teve algum momento triste?”, “Qual a atividade que você mais gostou?”, “Qual foi a história que a professora contou?”, “O que você aprendeu hoje?”, “Qual foi o momento mais divertido?”, “Você ajudou alguém hoje?” – entre tantas outras similares – levam a criança a buscar respostas mais detalhadas e completas. E são excelentes oportunidades de troca entre pais e filhos. 

E trocar significa dar e receber. É importante que os pais também contem sobre o seu dia para os filhos, criando momentos de intimidade, cumplicidade e confiança mútuos, fundamentais para fortalecer os vínculos afetivos com os pequenos. E neste bate-papo vai se construindo hábitos saudáveis de diálogo que se estenderão para o resto da vida!

Andrea Bellingall e Isabela Janiszewski.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Uma Semana Especial





Uma Semana Especial

Tem coisa melhor do que comemorar a infância? Criança é sinônimo de alegria, de casa feliz, de energia, de inocência, de ternura, de descobertas, de sonhos. Ser criança é viver de alma relaxada, é correr na chuva, brincar na terra. É se permitir ser, estar, fazer, criar, sonhar. E tanto mais.

Durante esta semana nossa Escola é festa! Comemoramos esta fase tão especial, pela qual todos nós, adultos, passamos e guardamos as lembranças mais importantes de nossas vidas. Alguns mais, outros menos. Todos, de alguma forma, revivem suas infâncias junto com os filhos, os sobrinhos, os netos. E isso faz tão bem para a alma, não é?

Nós, educadores, somos privilegiados! Nós temos a oportunidade de conviver e voltar a ser criança todos os dias. Muitos de nós escolhem esta missão pela sintonia com “as infâncias”: as nossas, as dos nossos filhos, as dos nossos alunos. Vivemos e revivemos a infância todos os dias. Voltamos a ser crianças quando planejamos as atividades, quando interagimos com os alunos, quando somos cúmplices dos olhares puros e felizes daqueles que nos rodeiam todos os dias. E esta é uma experiência bárbara!

Brincamos de ser criança todos os dias! Por vezes, nos permitimos relaxar a alma e brincar na terra. Em outras, brincamos de ser gente grande para apresentar as regras da brincadeira, inspirados no respeito por esta fase tão fecunda. E assim vamos nos divertindo, dia após dia, aprendendo e ensinando, numa roda-viva de sonho e encantamento!

Então, temos que comemorar em dose dupla! Ser criança e ser educador! Ser as duas coisas, todos os dias, com todo o respeito por aquele que virá a ser, e com toda a alegria daquele que é! Pois somos!

Nossa homenagem aos nossos alunos crianças e aos nossos educadores crianças! 

Com carinho e infância,
Andrea e Isabela.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ei, vamos brincar de desconectar?



A gente já vem insistindo neste assunto há algum tempo: eliminamos a informática das salas de aula, resgatamos as brincadeiras infantis tradicionais, priorizamos as conexões olho a olho, estimulamos as atividades de interação social.

E de onde veio esta “ideia” aparentemente ousada e na contramão de tantos avanços tecnológicos? Veio justamente da preocupação com o futuro desta geração que está sob nossos cuidados. Do compromisso de contribuir com a construção de uma sociedade melhor, de formar seres HUMANOS – no sentido mais nobre da palavra: sensíveis, solidários, altruístas, empáticos, que façam diferença na vida das pessoas.

Apesar desta conduta parecer radical para alguns, ela foi muito amadurecida e refletida pela equipe da Passo a Passo 2, além de respaldada pelos maiores estudiosos da educação contemporânea. Sabemos que a sociedade caminha a largos passos para um mundo cada vez mais digital, e não somos alheios a essa transformação. Temos plena convicção de que nossas crianças não serão “analfabetos digitais” somente porque não usam aparelhos eletrônicos no ambiente escolar dos 0 aos 6 anos. O mundo lhe oferece esses aparatos o tempo todo. Por isso, aqui a gente desconecta.

Afinal, não recebemos afeto das máquinas, não é? Criança tem que descobrir e aprender a conviver com o outro, explorar o ambiente e a natureza de forma lúdica e divertida. Criança tem que brincar! Por isso, temos o maior orgulho em afirmar que na Passo a Passo 2 a nossa maior conexão é a do “olho no olho”.


O vídeo abaixo “Conflito de Gerações”, da Nature Valley, ilustra com louvor a nossa preocupação. E também nos convida a uma profunda reflexão. Por isso, a nossa sugestão é que façamos, com mais frequência, aquela perguntinha inicial às crianças: “Ei, vamos brincar de desconectar?”


Abraços,
Andrea Bellingall

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Deu briga, e agora?



Seus filhos estão brincando tranquilamente e, de repente, vem o choro: “Mamãe, o fulaninho me bateu!”. Como lidar com esta situação?

Primeiramente, precisamos considerar que agressividade é um sentimento presente em todos os seres humanos, crianças e adultos. Conforme a criança vai crescendo, ela vai aprendendo a aceitar as frustrações e a canalizar a sua agressividade de uma forma socialmente aceitável.

Enquanto criança, porém, ela ainda não tem os recursos necessários para gerenciar os conflitos, pois sua linguagem é limitada e sua imaturidade emocional e neurológica não lhe permite fazer negociações mais complexas. Então ela parte para a briga mesmo. É um comportamento instintivo de sobrevivência. Crianças pequenas muitas vezes se expressam mordendo, gritando, beliscando ou chutando.

Entretanto, mesmo que essa agressividade seja relativamente normal,  precisa ser orientada e cuidada, para que a criança sinta-se segura do afeto dos pais e aprenda a reconhecer e administrar suas emoções e sentimentos. Ignorar a atitude agressiva da criança ou privá-la da companhia dos amiguinhos não é um bom caminho. Também não é um bom caminho tomar atitudes igualmente agressivas. Os pais devem estar atentos aos ataques de agressão e conversar de forma firme, mostrando que a criança pode adquirir o que deseja sem ter que machucar o outro. É importante estabelecer regras claras de convivência.

Na situação descrita acima, a melhor intervenção é a de conciliação. Promova uma reflexão acerca do motivo da briga, a melhor forma de resolver a situação e reconhecer os erros.

Caso esse comportamento perdure ou aconteça de forma exagerada, pode ser um sinal de que algo não está bem. Neste caso, é fundamental os pais ficarem alertas e, caso necessário, buscar uma orientação profissional.

E que o amor sempre prevalesça!

Um forte abraço,
Andrea Bellingall

segunda-feira, 27 de julho de 2015

“O QUE VOCÊ FEZ NAS FÉRIAS?”



Esta pergunta clichê feita pela professora na volta às aulas poderá ter respostas muito divertidas se a criança tiver atividades diferentes e envolventes nas férias.

E o que o seu filho fará nas férias?

Para começarmos a conversa, é importante ressaltar que a criança precisa mesmo de férias, precisa mudar a rotina, vivenciar coisas novas, relaxar um pouquinho nos horários e permitir-se as inúmeras possibilidades de diversão.
Se os pais conseguirem um tempinho, uma folga extra, é importante aproveitar na companhia deles. Planejar programas ou passeios que não costumam fazer, pequenas viagens, fazer um diário de férias, rever fotografias antigas e resgatar a história da família, ou até mesmo passar horas brincando, é uma forma divertida de aproveitar o tempo livre.

Outra boa ideia é a casa da avó, tio, padrinhos e familiares. Fortalecer e estreitar os laços familiares é muito importante, desde que a criança esteja acostumada a dormir fora de casa.

Programas com os amiguinhos também podem ser muito divertidos, do tipo festa do pijama, cineminha com pipoca em casa, contação de histórias, tarde dos super-herois ou do salão de beleza, e por aí vai…

As crianças de 2 a 6 anos estão no período de aquisição de autonomia e gostam muito de se “sentir gente grande”. Aproveite esta fase para incentivar atividades que envolvam disciplina, organização e pequenas responsabilidades, como organizar os brinquedos, trocar a água do cachorro, colocar os talheres à mesa, buscar o jornal, molhar as plantas, entre outros.

É importante que os pais estejam atentos ao uso excessivo de celulares e tablets, mais “tentadores” neste período. Estabelecer regras e limites de uso é fundamental.

E então, qual será a resposta do seu filho? Comece agora a construí-la com ele!

Boas férias!


Isabela

segunda-feira, 13 de julho de 2015

#LaçoAfetivo - Amor, o alimento mais importante




Por que você deve se preocupar em criar um 
ambiente afetivo para o seu filho

As famílias mudaram. Mães trabalham tanto quando pais, avós estão ocupados com suas próprias vidas e as crianças desde muito cedo, muitas vezes ficam a maior parte do tempo em creches e escolas ou são cuidadas por uma terceira pessoa como as babás.  

- Sabemos que não é simples conseguir dar conta de tudo, mas a dedicação é fundamental, nas horas em que a mãe está com o filho. - afirma a psicóloga Andrea Bellingall, da escola de educação infantil Passo a Passo 2. A mãe que trabalha fora o dia todo, ao chegar em casa pode se dedicar integralmente à criança. Conversar como foi seu dia, ler um livro para ela e colocá-lo para dormir, são pequenos exemplos que já o farão se sentir amado e acolhido, compensando todo o tempo em que não estiveram juntos. 

Embora não exista uma “receita mágica” para criar filhos equilibrados, algumas atitudes e cuidados podem fazer muita diferença na personalidade deles. Estar atento às suas necessidades e desenvolver laços afetivos sólidos refletem na autoestima da criança. 

- É importante que os pais estejam presentes em algumas rotinas e estejam atentos àquelas que não podem acompanhar, diz Andrea Bellingall. Pesquisas indicam que os primeiros minutos de encontro com a criança são fundamentais. Por isso, é fundamental que os pais se “desconectem” do resto do mundo neste momento e deem atenção total ao filho. “O que importa não é a quantidade de tempo com a criança, mas sim a qualidade”, completa.

Um fato que se observa nestes tempos de pressa e falta de tempo, é que os pais, por terem pouco tempo com os filhos, acabam exagerando em outras áreas para “compensar” esta falta. Pecam pelo excesso. Por se sentirem em “débito”, acabam fazendo todas as vontades dos filhos, o que é muito perigoso. Para tudo existe um equilíbrio. Ao mesmo tempo em que se protege, tem-se que dar autonomia. Fazer pequenas tarefas sozinhas e participar de tomada de decisão, por exemplo, são atitudes que desenvolvem a independência e os preparam para a vida.

- O que observamos é uma permissividade muito grande a fim de compensar essa falta de tempo.  Falar não, controlar o uso excessivo da televisão e jogos eletrônicos, cobrar o estudo, estipular uma hora para dormir e não ceder a todas as vontades.... também são formas de educar e de criar regras. Crianças com rotinas e regras sólidas se sentem mais seguras e felizes. Por mais "chatas" que estas cobranças possam parecer num primeiro momento, deixam a sensação para a criança, mesmo que inconscientemente, que ela é amada, cuidada e protegida”, alerta a psicóloga Andrea Bellingall.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Aprender a brincar: o grande desafio de uma geração super inteligente


Quem nunca se sentiu embaraçado com a facilidade com que as crianças, mesmo as menores, manipulam computadores e dispositivos como tablets e celulares?! Estamos vendo surgir gerações superestimuladas - e inteligentes também -, munidas de diversos brinquedos e de um verdadeiro banco horas com desenhos animados. O resultado é um bombardeio de informações com que nem sempre é possível lidar sem minar a capacidade de concentração, por exemplo, ou a própria autonomia para brincar. Limitadas a um mundo virtual, sem olho no olho e  experiências com o outro, as crianças deixam de desenvolver habilidades emocionais. 

- Estamos falando de atividades muito rápidas e simultaneamente, um ritmo que pode fazer com que a criança perca a iniciativa de brincar, de criar um jogo, por exemplo, de respeitar regras e autoridade e ainda a capacidade de se concentrar numa só tarefa, alerta a psicóloga Andrea Bellingall, da Passo a Passo 2. 

Os blocos de madeira favorecem a concentração e o trabalho em grupo.




Jogos como  queimadas, pique-bandeira, pique-esconde e amarelinha, por exemplo, estimulam essa outra inteligência. Trabalham pontos que o videogame desconhece, como saber esperar a vez, trocar ideias, fatores importantes na formação de uma pessoa - que, é claro, também precisa de habilidades sociais. O contato com o outro permite que a criança identifique seus próprios limites, mas também compreenda suas reais habilidades, pois é quando entra em contato com o diferente, aprende a expor a sua opinião e gostos, contornar situações, negociar e resolver conflitos.

Na brincadeira da vida real é necessário fazer escolhas, não tem "outra vida", se fizer besteira vai se machucar, se não empilhar direito vai cair tudo, se pintar errado não dá para apagar. Além disso é importante levar em consideração o outro, se ele está gostando, se vai se machucar e se está tudo dentro do combinado se não acaba a brincadeira!

- Percebemos que os alunos têm cada vez mais dificuldade de se relacionar. Foi quando decidimos apostar em brincar como forma de educar e estimular a criatividade e o contato com os amigos, diz Andrea.



Para o projeto "Brincar é coisa séria" os alunos além de conhecer brincadeiras do tempo dos seus pais e avós como bolinha de gude, bambolê, passa anel, telefone de fio de barbante etc, construíram uma casinha toda em material de sucata com fogão de caixa de papelão, televisão de caixa de sapato entre muitas criações. Além do trabalho em grupo e criatividade a atividade promoveu a consciência ambiental. Conversamos, também, sobre o consumismo desenfreado e as criança puderam concluir que para se divertir à valer só é necessária muita imaginação e não muito dinheiro, afinal, criar pode ser muito mais divertido que comprar. 

            Desafio do dia


Desligue a Peppa Pig. Ligue a imaginação! Hoje, com tinta, papel e pincéis, crie uma história com o seu filho. O importante é deixar imaginação acontecer, sem dizer a ele o que fazer, para que desenvolva uma autonomia. Ah, e fique longe do telefone!