Blog da Passo a Passo 2: amor
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

“ESCOLINHA” OU ESCOLA?



Quantas vezes nos deparamos com a expressão “escolinha”, referindo-se às Escolas de Educação Infantil? Este tipo de tratamento acabou tornando-se uma referência no senso comum, seja para enfeitar e infantilizar a palavra, seja por falta de conhecimento do caráter pedagógico em questão.

E por que as diferenças vão além da semântica? Vários eventos vem contribuindo para desconstrução do caráter assistencialista e recreacionista da Educação Infantil. A partir de 1996, ela foi reconhecida pelo MEC como parte da Educação Básica, contribuindo significativamente para a formação da identidade da criança. O aprender a ser, a conviver, a conhecer, a fazer passam a configurar o pano de fundo de todas as ações planejadas para o desenvolvimento do trabalho. E tudo isso sem desprezar os diferentes momentos lúdicos da infância, pois é nessa dinâmica do aprender que acontecem as grandes transformações e mudanças no desenvolvimento.

No dicionário, a palavra Escola significa estabelecimento de ensino e, como tal, tem a função de promover a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Reduzir o seu conceito para “escolinha” pode passar a impressão de abandono do seu caráter pedagógico/formador e resumir a um espaço apenas de passatempo, em que as crianças fazem atividades inadequadamente chamadas de joguinhos, desenhozinhos, pinturinhas, e ouvem historinhas, o que não é real.


Aqui na Passo a Passo 2, a intervenção pedagógica exige conhecimento e postura teórica claramente definida. Nossos professores são estudiosos dos processos de aprendizagem e desenvolvimento infantil, capazes de realizar com competência a mediação entre os objetos do conhecimento e a criança.  O aprofundamento do saber fortalece as possibilidades de ação. Esta visão está radicalmente colocada na contramão dos estereótipos assistencialista e recreacionista das chamadas escolinhas. Entendida desta forma, a elaboração de propostas de ensino para a Educação Infantil requer investigação, estudo, reflexão. Definitivamente, isto não cabe em escolinha.

Andrea Bellingall e Isabela Janiszewsk

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Deu briga, e agora?



Seus filhos estão brincando tranquilamente e, de repente, vem o choro: “Mamãe, o fulaninho me bateu!”. Como lidar com esta situação?

Primeiramente, precisamos considerar que agressividade é um sentimento presente em todos os seres humanos, crianças e adultos. Conforme a criança vai crescendo, ela vai aprendendo a aceitar as frustrações e a canalizar a sua agressividade de uma forma socialmente aceitável.

Enquanto criança, porém, ela ainda não tem os recursos necessários para gerenciar os conflitos, pois sua linguagem é limitada e sua imaturidade emocional e neurológica não lhe permite fazer negociações mais complexas. Então ela parte para a briga mesmo. É um comportamento instintivo de sobrevivência. Crianças pequenas muitas vezes se expressam mordendo, gritando, beliscando ou chutando.

Entretanto, mesmo que essa agressividade seja relativamente normal,  precisa ser orientada e cuidada, para que a criança sinta-se segura do afeto dos pais e aprenda a reconhecer e administrar suas emoções e sentimentos. Ignorar a atitude agressiva da criança ou privá-la da companhia dos amiguinhos não é um bom caminho. Também não é um bom caminho tomar atitudes igualmente agressivas. Os pais devem estar atentos aos ataques de agressão e conversar de forma firme, mostrando que a criança pode adquirir o que deseja sem ter que machucar o outro. É importante estabelecer regras claras de convivência.

Na situação descrita acima, a melhor intervenção é a de conciliação. Promova uma reflexão acerca do motivo da briga, a melhor forma de resolver a situação e reconhecer os erros.

Caso esse comportamento perdure ou aconteça de forma exagerada, pode ser um sinal de que algo não está bem. Neste caso, é fundamental os pais ficarem alertas e, caso necessário, buscar uma orientação profissional.

E que o amor sempre prevalesça!

Um forte abraço,
Andrea Bellingall

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SHANTALA: muito mais do que uma massagem, um ato de amor





Chegar em casa depois de um dia esgotante do trabalho e encontrar aquele rostinho sorridente e eufórico pela presença da mamãe ou do papai, é algo mágico. É o momento de apertar a tecla "off" dos problemas e curtir ao máximo o seu bebê. É a hora da alegria, da brincadeira, do prazer do reencontro. Passada a euforia deste momento, como relaxar o bebê e conduzi-lo para a sua rotina do final do dia? A Shantala pode ser um grande aliado. 

Considerada uma massagem milenar de origem indiana, a Shantala leva este nome em homenagem a uma mãe paraplégica que foi flagrada pelo médico francês Frédérick Leboyer, numa calçada da Índia, em meio a um ambiente hostil, massageando seu bebê. A cena o sensibilizou tanto que ele pediu para fotografá-la e filmá-la durante vários dias, buscando captar a profundidade e o amor nos mais variados movimentos que aquela mãe, de nome Shantala, dedicava ao filho. Na Índia, trata-se de uma prática que não tem nome específico, pois faz parte da rotina dos cuidados com os bebês.

Além de acalmar e estimular o bebê na sua consciência corporal, os benefícios da Shantala vão além da ciência, e foi justamente este sentido mais profundo de vínculo mãe-filho/pai-filho que encantou Leboyer. 


A Shantala é um momento de intensa interação que aprofunda a relação com o bebê, uma excelente oportunidade para os pais aproximarem-se do bebê e transmitir amor e carinho através do toque das mãos. Use sem moderação!


Abraços,
Isabela

segunda-feira, 27 de julho de 2015

“O QUE VOCÊ FEZ NAS FÉRIAS?”



Esta pergunta clichê feita pela professora na volta às aulas poderá ter respostas muito divertidas se a criança tiver atividades diferentes e envolventes nas férias.

E o que o seu filho fará nas férias?

Para começarmos a conversa, é importante ressaltar que a criança precisa mesmo de férias, precisa mudar a rotina, vivenciar coisas novas, relaxar um pouquinho nos horários e permitir-se as inúmeras possibilidades de diversão.
Se os pais conseguirem um tempinho, uma folga extra, é importante aproveitar na companhia deles. Planejar programas ou passeios que não costumam fazer, pequenas viagens, fazer um diário de férias, rever fotografias antigas e resgatar a história da família, ou até mesmo passar horas brincando, é uma forma divertida de aproveitar o tempo livre.

Outra boa ideia é a casa da avó, tio, padrinhos e familiares. Fortalecer e estreitar os laços familiares é muito importante, desde que a criança esteja acostumada a dormir fora de casa.

Programas com os amiguinhos também podem ser muito divertidos, do tipo festa do pijama, cineminha com pipoca em casa, contação de histórias, tarde dos super-herois ou do salão de beleza, e por aí vai…

As crianças de 2 a 6 anos estão no período de aquisição de autonomia e gostam muito de se “sentir gente grande”. Aproveite esta fase para incentivar atividades que envolvam disciplina, organização e pequenas responsabilidades, como organizar os brinquedos, trocar a água do cachorro, colocar os talheres à mesa, buscar o jornal, molhar as plantas, entre outros.

É importante que os pais estejam atentos ao uso excessivo de celulares e tablets, mais “tentadores” neste período. Estabelecer regras e limites de uso é fundamental.

E então, qual será a resposta do seu filho? Comece agora a construí-la com ele!

Boas férias!


Isabela

segunda-feira, 13 de julho de 2015

#LaçoAfetivo - Amor, o alimento mais importante




Por que você deve se preocupar em criar um 
ambiente afetivo para o seu filho

As famílias mudaram. Mães trabalham tanto quando pais, avós estão ocupados com suas próprias vidas e as crianças desde muito cedo, muitas vezes ficam a maior parte do tempo em creches e escolas ou são cuidadas por uma terceira pessoa como as babás.  

- Sabemos que não é simples conseguir dar conta de tudo, mas a dedicação é fundamental, nas horas em que a mãe está com o filho. - afirma a psicóloga Andrea Bellingall, da escola de educação infantil Passo a Passo 2. A mãe que trabalha fora o dia todo, ao chegar em casa pode se dedicar integralmente à criança. Conversar como foi seu dia, ler um livro para ela e colocá-lo para dormir, são pequenos exemplos que já o farão se sentir amado e acolhido, compensando todo o tempo em que não estiveram juntos. 

Embora não exista uma “receita mágica” para criar filhos equilibrados, algumas atitudes e cuidados podem fazer muita diferença na personalidade deles. Estar atento às suas necessidades e desenvolver laços afetivos sólidos refletem na autoestima da criança. 

- É importante que os pais estejam presentes em algumas rotinas e estejam atentos àquelas que não podem acompanhar, diz Andrea Bellingall. Pesquisas indicam que os primeiros minutos de encontro com a criança são fundamentais. Por isso, é fundamental que os pais se “desconectem” do resto do mundo neste momento e deem atenção total ao filho. “O que importa não é a quantidade de tempo com a criança, mas sim a qualidade”, completa.

Um fato que se observa nestes tempos de pressa e falta de tempo, é que os pais, por terem pouco tempo com os filhos, acabam exagerando em outras áreas para “compensar” esta falta. Pecam pelo excesso. Por se sentirem em “débito”, acabam fazendo todas as vontades dos filhos, o que é muito perigoso. Para tudo existe um equilíbrio. Ao mesmo tempo em que se protege, tem-se que dar autonomia. Fazer pequenas tarefas sozinhas e participar de tomada de decisão, por exemplo, são atitudes que desenvolvem a independência e os preparam para a vida.

- O que observamos é uma permissividade muito grande a fim de compensar essa falta de tempo.  Falar não, controlar o uso excessivo da televisão e jogos eletrônicos, cobrar o estudo, estipular uma hora para dormir e não ceder a todas as vontades.... também são formas de educar e de criar regras. Crianças com rotinas e regras sólidas se sentem mais seguras e felizes. Por mais "chatas" que estas cobranças possam parecer num primeiro momento, deixam a sensação para a criança, mesmo que inconscientemente, que ela é amada, cuidada e protegida”, alerta a psicóloga Andrea Bellingall.