Blog da Passo a Passo 2

terça-feira, 1 de setembro de 2015

“QUE SONINHO BOM!”



Muitas vezes, a hora do soninho representa o momento de alívio para os pais: É a hora da mamãe “cuidar” um pouco de si e do papai ler seu jornal com tranquilidade. Com toda a certeza, estes momentos são fundamentais para pais e filhos descansar e recarregar as energias. Mas a importância do sono da criança vai muito além disso.

Durante o sono, o organismo da criança trabalha pra valer, reorganizando conexões, produzindo anticorpos e hormônios que desempenham papéis fundamentais para o seu desenvolvimento, saúde, comportamento, desempenho escolar e qualidade de vida.

Crianças que dormem pouco podem apresentar atraso no crescimento, dificuldades de atenção e memória, agitação, distúrbios de humor, baixa imunidade, problemas de metabolismo e até desconfortos gastrointestinais.

Por isso, é importante estarmos sempre atentos às necessidades de sono das crianças:

  • Estabelecer um esquema de horários de sono para a casa e tentar cumpri-los à risca;
  • Definir uma rotina para a hora de dormir, o que ajuda a sinalizar à criança que é hora de diminuir o ritmo. Um banho relaxante, um leite morno, uma história, cantar suavemente: são várias as estratégias para acalmar os ânimos na preparação para dormir;
  • Preparar a casa para a hora de dormir: silêncio e escuridão são essenciais.
  • Evitar brigas ou discussões no horário de dormir: isso estimula a criança.
  • Tentar manter os hábitos estabelecidos também nos fins de semana e nas férias. 

Apresentamos abaixo uma tabela da BabyCenter Brasil com regras básicas de quantidade de sono média para crianças por idade. Lembre-se: cada criança é diferente, há algumas que precisam dormir mais que as outras. A variação de uma criança para outra pode ser bem diferente, dependendo da personalidade e do organismo de cada uma.



Andrea Bellingall e Isabela Janiszewski 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ei, vamos brincar de desconectar?



A gente já vem insistindo neste assunto há algum tempo: eliminamos a informática das salas de aula, resgatamos as brincadeiras infantis tradicionais, priorizamos as conexões olho a olho, estimulamos as atividades de interação social.

E de onde veio esta “ideia” aparentemente ousada e na contramão de tantos avanços tecnológicos? Veio justamente da preocupação com o futuro desta geração que está sob nossos cuidados. Do compromisso de contribuir com a construção de uma sociedade melhor, de formar seres HUMANOS – no sentido mais nobre da palavra: sensíveis, solidários, altruístas, empáticos, que façam diferença na vida das pessoas.

Apesar desta conduta parecer radical para alguns, ela foi muito amadurecida e refletida pela equipe da Passo a Passo 2, além de respaldada pelos maiores estudiosos da educação contemporânea. Sabemos que a sociedade caminha a largos passos para um mundo cada vez mais digital, e não somos alheios a essa transformação. Temos plena convicção de que nossas crianças não serão “analfabetos digitais” somente porque não usam aparelhos eletrônicos no ambiente escolar dos 0 aos 6 anos. O mundo lhe oferece esses aparatos o tempo todo. Por isso, aqui a gente desconecta.

Afinal, não recebemos afeto das máquinas, não é? Criança tem que descobrir e aprender a conviver com o outro, explorar o ambiente e a natureza de forma lúdica e divertida. Criança tem que brincar! Por isso, temos o maior orgulho em afirmar que na Passo a Passo 2 a nossa maior conexão é a do “olho no olho”.


O vídeo abaixo “Conflito de Gerações”, da Nature Valley, ilustra com louvor a nossa preocupação. E também nos convida a uma profunda reflexão. Por isso, a nossa sugestão é que façamos, com mais frequência, aquela perguntinha inicial às crianças: “Ei, vamos brincar de desconectar?”


Abraços,
Andrea Bellingall

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Deu briga, e agora?



Seus filhos estão brincando tranquilamente e, de repente, vem o choro: “Mamãe, o fulaninho me bateu!”. Como lidar com esta situação?

Primeiramente, precisamos considerar que agressividade é um sentimento presente em todos os seres humanos, crianças e adultos. Conforme a criança vai crescendo, ela vai aprendendo a aceitar as frustrações e a canalizar a sua agressividade de uma forma socialmente aceitável.

Enquanto criança, porém, ela ainda não tem os recursos necessários para gerenciar os conflitos, pois sua linguagem é limitada e sua imaturidade emocional e neurológica não lhe permite fazer negociações mais complexas. Então ela parte para a briga mesmo. É um comportamento instintivo de sobrevivência. Crianças pequenas muitas vezes se expressam mordendo, gritando, beliscando ou chutando.

Entretanto, mesmo que essa agressividade seja relativamente normal,  precisa ser orientada e cuidada, para que a criança sinta-se segura do afeto dos pais e aprenda a reconhecer e administrar suas emoções e sentimentos. Ignorar a atitude agressiva da criança ou privá-la da companhia dos amiguinhos não é um bom caminho. Também não é um bom caminho tomar atitudes igualmente agressivas. Os pais devem estar atentos aos ataques de agressão e conversar de forma firme, mostrando que a criança pode adquirir o que deseja sem ter que machucar o outro. É importante estabelecer regras claras de convivência.

Na situação descrita acima, a melhor intervenção é a de conciliação. Promova uma reflexão acerca do motivo da briga, a melhor forma de resolver a situação e reconhecer os erros.

Caso esse comportamento perdure ou aconteça de forma exagerada, pode ser um sinal de que algo não está bem. Neste caso, é fundamental os pais ficarem alertas e, caso necessário, buscar uma orientação profissional.

E que o amor sempre prevalesça!

Um forte abraço,
Andrea Bellingall

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Luzes, Câmera e ….Emoções!



Para quem ainda não assistiu, aqui vai uma dica para saborear a pipoca do final de semana com as crianças: a animação Divertida Mente, da Disney Pixar. Embora sua bilheteria não tenha superado os gigantes Jurassic World e Minions, trata-se de um filme com um conteúdo muito enriquecedor para as crianças, pois aborda um tema presente nas cabecinhas dos pequenos (e dos adultos também): as emoções!

Divertida Mente conta a história da menina Riley, de onze anos, que vê sua vida virar do avesso após a mudança de cidade. Dentro do cérebro de Riley convivem várias emoções diferentes: Alegria, Nojinho, Medo, Raiva e Tristeza. A líder do grupo é a Alegria, que se esforça bastante para que a vida de Riley seja sempre feliz. Porém, nem tudo está sob seu controle, e quando ela é expulsa da sala de controle juntamente com a Tristeza, a vida da menina muda radicalmente, enquanto percebemos o papel de cada sentimento no controle de nossas vidas. 

É muito interessante o enfoque dado aos sentimentos negativos (tristeza, raiva, medo, nojo) como aliados da alegria, e não como vilões, mostrando que são emoções que se complementam, ou seja, não podemos reconhecer a alegria sem experimentar a tristeza, a dor, aquelas que nos fazem crescer e amadurecer.

É uma história que encanta crianças, pois dá cor e forma aos sentimentos, e adultos, por tratar o tema de forma leve, sem lhe tirar a profundidade.


Boa diversão!
Andrea Bellingall e Isabela Janiszewski 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SHANTALA: muito mais do que uma massagem, um ato de amor





Chegar em casa depois de um dia esgotante do trabalho e encontrar aquele rostinho sorridente e eufórico pela presença da mamãe ou do papai, é algo mágico. É o momento de apertar a tecla "off" dos problemas e curtir ao máximo o seu bebê. É a hora da alegria, da brincadeira, do prazer do reencontro. Passada a euforia deste momento, como relaxar o bebê e conduzi-lo para a sua rotina do final do dia? A Shantala pode ser um grande aliado. 

Considerada uma massagem milenar de origem indiana, a Shantala leva este nome em homenagem a uma mãe paraplégica que foi flagrada pelo médico francês Frédérick Leboyer, numa calçada da Índia, em meio a um ambiente hostil, massageando seu bebê. A cena o sensibilizou tanto que ele pediu para fotografá-la e filmá-la durante vários dias, buscando captar a profundidade e o amor nos mais variados movimentos que aquela mãe, de nome Shantala, dedicava ao filho. Na Índia, trata-se de uma prática que não tem nome específico, pois faz parte da rotina dos cuidados com os bebês.

Além de acalmar e estimular o bebê na sua consciência corporal, os benefícios da Shantala vão além da ciência, e foi justamente este sentido mais profundo de vínculo mãe-filho/pai-filho que encantou Leboyer. 


A Shantala é um momento de intensa interação que aprofunda a relação com o bebê, uma excelente oportunidade para os pais aproximarem-se do bebê e transmitir amor e carinho através do toque das mãos. Use sem moderação!


Abraços,
Isabela

segunda-feira, 27 de julho de 2015

“O QUE VOCÊ FEZ NAS FÉRIAS?”



Esta pergunta clichê feita pela professora na volta às aulas poderá ter respostas muito divertidas se a criança tiver atividades diferentes e envolventes nas férias.

E o que o seu filho fará nas férias?

Para começarmos a conversa, é importante ressaltar que a criança precisa mesmo de férias, precisa mudar a rotina, vivenciar coisas novas, relaxar um pouquinho nos horários e permitir-se as inúmeras possibilidades de diversão.
Se os pais conseguirem um tempinho, uma folga extra, é importante aproveitar na companhia deles. Planejar programas ou passeios que não costumam fazer, pequenas viagens, fazer um diário de férias, rever fotografias antigas e resgatar a história da família, ou até mesmo passar horas brincando, é uma forma divertida de aproveitar o tempo livre.

Outra boa ideia é a casa da avó, tio, padrinhos e familiares. Fortalecer e estreitar os laços familiares é muito importante, desde que a criança esteja acostumada a dormir fora de casa.

Programas com os amiguinhos também podem ser muito divertidos, do tipo festa do pijama, cineminha com pipoca em casa, contação de histórias, tarde dos super-herois ou do salão de beleza, e por aí vai…

As crianças de 2 a 6 anos estão no período de aquisição de autonomia e gostam muito de se “sentir gente grande”. Aproveite esta fase para incentivar atividades que envolvam disciplina, organização e pequenas responsabilidades, como organizar os brinquedos, trocar a água do cachorro, colocar os talheres à mesa, buscar o jornal, molhar as plantas, entre outros.

É importante que os pais estejam atentos ao uso excessivo de celulares e tablets, mais “tentadores” neste período. Estabelecer regras e limites de uso é fundamental.

E então, qual será a resposta do seu filho? Comece agora a construí-la com ele!

Boas férias!


Isabela

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Férias também é hora de escolher uma escola (com segurança) para seu filho.



As férias escolares estão aí e para muitos pais, este pode ser o melhor momento de pesquisar a escola ideal para matricularem as crianças que ingressarão na Educação Infantil no segundo semestre. Ou seja, os filhos pequenos que partem para uma nova etapa! E vamos combinar, esta não é lá das tarefas mais fáceis. Afinal, (há crianças que chegam a passar mais tempo na escola do que em sua própria casa!) confiar que alguém vai cuidar de nosso pequenos tão bem quanto nós é, inicialmente, difícil! 

Segurança é um ponto fundamental na hora de escolher em que escola as crianças vão estudar. Os cuidados começam com as coisas mais simples, como proteção de quinas, portas e tomadas, por exemplo. Isso porque, mesmo com vigilância redobrada, é muito importante diminuir as chances de acontecerem acidentes. "A dica é pensar nas coisas que para a gente são comuns, mas que para elas podem se tornar perigo potencial", afirma a Coordenadora do Núcleo de Educação Infantil Passo a Passo 2, Isabela Janiszewski. 

Segundo Isabela, piscinas, escadas, armários de remédios, tomadas, janelas e produtos de limpeza são alguns dos itens em que se deve prestar mais atenção. "Por mais que se fique de olho, um único segundo de descuido pode fazer toda a diferença. Portanto, o mais seguro sem dúvida, é proteger as crianças dos riscos de alguns objetos e continuar atento" afirma. Ela ainda ressalta a importância de deixar bem claro quem vai buscar a criança na hora da saída. "A escola deve pedir na hora da matrícula o número do documento e nomes das pessoas autorizadas e deve ser conferido na hora em que a criança for entregue", diz.