Blog da Passo a Passo 2: 2015-07-12

segunda-feira, 13 de julho de 2015

#LaçoAfetivo - Amor, o alimento mais importante




Por que você deve se preocupar em criar um 
ambiente afetivo para o seu filho

As famílias mudaram. Mães trabalham tanto quando pais, avós estão ocupados com suas próprias vidas e as crianças desde muito cedo, muitas vezes ficam a maior parte do tempo em creches e escolas ou são cuidadas por uma terceira pessoa como as babás.  

- Sabemos que não é simples conseguir dar conta de tudo, mas a dedicação é fundamental, nas horas em que a mãe está com o filho. - afirma a psicóloga Andrea Bellingall, da escola de educação infantil Passo a Passo 2. A mãe que trabalha fora o dia todo, ao chegar em casa pode se dedicar integralmente à criança. Conversar como foi seu dia, ler um livro para ela e colocá-lo para dormir, são pequenos exemplos que já o farão se sentir amado e acolhido, compensando todo o tempo em que não estiveram juntos. 

Embora não exista uma “receita mágica” para criar filhos equilibrados, algumas atitudes e cuidados podem fazer muita diferença na personalidade deles. Estar atento às suas necessidades e desenvolver laços afetivos sólidos refletem na autoestima da criança. 

- É importante que os pais estejam presentes em algumas rotinas e estejam atentos àquelas que não podem acompanhar, diz Andrea Bellingall. Pesquisas indicam que os primeiros minutos de encontro com a criança são fundamentais. Por isso, é fundamental que os pais se “desconectem” do resto do mundo neste momento e deem atenção total ao filho. “O que importa não é a quantidade de tempo com a criança, mas sim a qualidade”, completa.

Um fato que se observa nestes tempos de pressa e falta de tempo, é que os pais, por terem pouco tempo com os filhos, acabam exagerando em outras áreas para “compensar” esta falta. Pecam pelo excesso. Por se sentirem em “débito”, acabam fazendo todas as vontades dos filhos, o que é muito perigoso. Para tudo existe um equilíbrio. Ao mesmo tempo em que se protege, tem-se que dar autonomia. Fazer pequenas tarefas sozinhas e participar de tomada de decisão, por exemplo, são atitudes que desenvolvem a independência e os preparam para a vida.

- O que observamos é uma permissividade muito grande a fim de compensar essa falta de tempo.  Falar não, controlar o uso excessivo da televisão e jogos eletrônicos, cobrar o estudo, estipular uma hora para dormir e não ceder a todas as vontades.... também são formas de educar e de criar regras. Crianças com rotinas e regras sólidas se sentem mais seguras e felizes. Por mais "chatas" que estas cobranças possam parecer num primeiro momento, deixam a sensação para a criança, mesmo que inconscientemente, que ela é amada, cuidada e protegida”, alerta a psicóloga Andrea Bellingall.